Durante muito tempo, a Igreja negligenciou o amor por Cristo, afastando-se da paixão pelo Senhor e do compromisso de obedecer à sua Palavra. Será que estamos resgatando esse primeiro amor ou vivendo em uma era onde a frieza define a vida da Igreja?
“Estes são os estatutos que você deve apresentar aos filhos de Israel: se você comprar um escravo hebreu, ele trabalhará para você por seis anos, mas no sétimo ano será libertado gratuitamente. Se chegou solteiro, sairá sozinho; se era casado, a esposa irá com ele. Se o dono lhe deu uma esposa e ela deu à luz filhos e filhas, a esposa e os filhos pertencerão ao dono do escravo, e ele sairá sozinho. Mas se o escravo disser: ‘Eu amo o meu dono, minha esposa e meus filhos, e não quero ser livre’, então o dono o levará aos juízes, e o levará à porta ou à ombreira da porta, e furará a orelha dele com uma sovela, e ele será seu escravo para sempre.”
Êxodo 21:1-6
Ao ler esse texto, fica claro que o escravo tinha a escolha de permanecer ou ser livre. O escravo com a orelha furada era reconhecido na época como alguém que escolheu ser escravo por vontade própria. Esta marca atraía atenção por onde quer que fosse, indicando que essa pessoa optou por continuar sendo escravo quando não era mais obrigado.
Furar a orelha não apenas indicava uma escolha, mas era um anúncio público. Em todos os lugares, essa pessoa era identificada como alguém que decidiu permanecer escravo por amor.
ESCRAVOS DE CRISTO
“Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente, o que foi chamado, sendo livre, é escravo de Cristo.”
1Coríntios 7:22
Fomos comprados pelo sangue de Cristo, e Ele conquistou o direito de ser nosso Senhor. No entanto, Ele prefere não exercer esse direito de conquistador sobre nossas vidas. Cristo deseja que, quando a liberdade nos é oferecida, escolhamos servi-Lo por amor.
Assim como o escravo da orelha furada não permanecia com seu senhor por obrigação, mas por amor, nossa entrega a Deus também deve ser motivada pelo amor. Reconhecer Cristo como Senhor vai além de aceitá-Lo como Salvador; devemos entendê-Lo como Senhor e mestre de nossas vidas.
Ao confessar Jesus como Senhor, reconhecemos que Ele nos comprou e nos tornou Sua propriedade. A decisão de permanecer como Seus servos é nossa, escolhendo viver sob Seu senhorio e abrir mão do controle sobre nossas vidas.
Caminhar com Cristo implica em abrir mão do controle e entregar nossas vidas a Ele. Mesmo quando Ele nos dá liberdade de escolha, optamos por seguir Sua direção e vontade. A verdadeira liberdade está em escolher servi-Lo incondicionalmente.
Que nosso amor por Cristo seja a chama que arde em nossos corações, levando-nos a estar dispostos a pagar o preço de ser Seus servos voluntários.
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